PLANTAS TÓXICAS


Em algum grau, toda planta apresenta alguma toxicidade, mas a denominação plantas tóxicas se aplica àquelas cuja ingestão ou contato provoca sintomas de intoxicação. A intoxicação consiste em uma série de efeitos sintomáticos produzidos quando uma substância tóxica é ingerida ou entra em contato com a pele, olhos ou mucosas . Pela diversidade dessas plantas que vivem ao nosso redor, como plantas ornamentais nas residências, nos jardins e parques, cultivadas ou na sua forma silvestre. Deste modo, fica evidente o risco de intoxicação tanto para o homem como para os animais. A importância do grupo das plantas tóxicas, não está somente nos riscos que possam causar, mas também dos benefícios que podem proporcionar , já que os princípios ativos são o que determina a ação de ambos os tipos, e há plantas medicinais que são tóxicas se ingeridas em excesso

ATENCÃO

AVISO IMPORTANTE

As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento e muito menos de diagnóstico. Consulte sempre um profissional da saúde nos locais aqui divulgados

PREVENÇÃO

1 - Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças e animais de estimação.

2 - Conheça as plantas venenosas existentes em sua casa e arredores pelo nome e características.

3 - Ensine as crianças a não colocar plantas na boca e não utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite, etc.).

4 - Não prepare remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação médica.

5 - Não coma folhas, frutos e raízes desconhecidas. Lembre-se de que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta.

6 - Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex provocando irritação na pele e principalmente nos olhos; evite deixar os galhos em qualquer local onde possam vir a ser manuseados por crianças; quando estiver lidando com plantas venenosas use luvas e lave bem as mãos após esta atividade.

7 - Em caso de acidente, procure imediatamente orientação médica e guarde a planta para identificação.

8 - Em caso de dúvida ligue para o Centro de Intoxicação de sua região

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quarta-feira, 18 de julho de 2018

CICA - Cycas revoluta Thunb. - Planta toxica - 148










FAMÍLIA
Cycadaceae

NOME CIENTÍFICO
Cycas revoluta Thunb.

NOME POPULAR
Cica, sagu, palmeira-sagu ou sagu-de-jardim

SINONÍMIA

PARTE TOXICA
Sementes
PRINCIPIO ATIVO
Ácido 2-amino-3-(metilamino)- propanóico

SINTOMAS
Foi encontrado que o ácido 2-amino-3-(metilamino)- propanóico, presente na planta, pode causar degeneração seletiva de neurônios motores e características clínicas semelhantes à EAL. O mecanismo de ação desse composto é o aumento das concentrações de cálcio em células cerebrais, o que pode provocar morte neuronal e, consequentemente, doenças neurodegenerativas, as quais se estendem por cerca de 36 meses, causando posteriormente morte.
Os sintomas caracterizaram-se por vômitos repetidos, severa congestão das membranas mucosas, aumento da sede e salivação profusa. Exame hematológico subsequente revelou aumento das concentrações de alanina-transaminase e início de linfocitopenia, trombocitopenia e leucocitose
Outros sintomas de intoxicação incluem anemia, depressão, gastroenterite, hemorragia, náuseas, coma, paralisia parcial e possivelmente morte.
TRATAMENTO

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Arbusto semelhante a uma palmeira, dióico, semi-lenhoso, pode atingir 1 a 2 m de altura; caule curto, robusto, com uma coroa de folhas longas e folíolos lineares.

ORIGEM
Japão e da Indonésia


Fontes:
http://www.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/1056/878
http://www2.baraodemaua.br/enic_anais/edicoes/2016/trabalhos2016/ENIC-2016-INGRID-MARISE-VIEIRA.pdf
Formatação: Helio Rubiales



CAVA-CAVA - Piper methysticum G. Forst. - Planta Toxica - 147









FAMILIA
Piperaceae

NOME CIENTÍFICO
Piper methysticum G. Forst.

NOME POPULAR
kawa-kawa, Kava e kava-kava, Tonga, Yangona.
SINONÍMIA

PARTE TOXICA
raízes.

PRINCIPIO ATIVO
Ácido benzóico, ácido cinâmico, açúcares, bornil-cinamato, cavalactonas, cavaína, cinamilidenacetol, dimetoxiyangonina, demetoxiyangonina, desmetoxiyangonina, dihidroyangonina, dihidrocavaína, dihidrometisticina, dihidrometisticina, dimetoxidihidrocavaína, dihidrocavaína, estigmasterol, flavocavaínas, glicosídeos, metisticina, metoxiyangonina, mucilagens, pironas, pipermetistina, tetrahidroyangonina, yangoninas.

SINTOMAS
Aguda: sedação, ataxia;
crônica: dermatite e hepatotoxicidade

Depressão do sistema nervoso central, como sedativos e hipnóticos. Podem ocorrer sérios danos ao fígado. Na França está proibido a fabricação e venda de produtos a base de kava-kava. A Alemanha e o Canadá planejam fazer o mesmo. No Canadá, houve 30 casos de hepatite devido ao consumo de cava-cava, com uma morte.

TRATAMENTO

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Arbusto de até 7m de altura, com folhas que podem chegar a 25cm de comprimento. A planta é encontrada nas ilhas da Oceania e é utilizada há milhares de anos pelas populações nativas no tratamento de doenças e também em rituais religiosos. Antigamente as folhas e raízes eram mascadas ou maceradas com pilão, hoje a Kava Kava é vendida industrializada na maior parte do mundo como um poderoso ansiolítico natural.

ORIGEM
Oceania

Fontes
http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Piper_methysticum.htm
http://www.saude.ufpr.br/portal/medtrab/wp-content/uploads/sites/25/2016/08/Manual-de-Toxicologia-Cl%C3%ADnica_pdf.pdf
Formatação: Helio Rubiales

terça-feira, 17 de julho de 2018

ÁRVORE-DO-FUMO - Cotinus coggygria - Planta toxica -146





FAMÍLIA
Anacardiaceae

NOME CIENTÍFICO
Cotinus coggygria

NOME POPULAR
Árvore-do-fumo, Arbusto-do-fumo, Arvore-de-fumaça,

SINONÍMIA

PARTE TOXICA
Toda a planta

PRINCIPIO ATIVO
Taninos, hidroquinona

SINTOMAS
Dermatite

TRATAMENTO
Sintomáticos

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Cotinus coggygria – este é um arbusto muito ramificado que pode atingir uma altura de 3 metros. Às vezes você pode ver a árvore de fumo, crescendo como uma pequena árvore com uma coroa arredondada puro de até 5 metros de altura. A casca da árvore de fumo é muito decorativo – marrom-acinzentado, ligeiramente escamosa, e brotos de plantas são avermelhadas em algumas variedades, o que dá ainda mais decoração da árvore de fumaça. Folhas, dependendo da variedade, podem ser simples, com uma haste fina ou dentada, de forma ovalada. A principal vantagem da árvore de fumo – pequenas flores, se reuniram em grandes panículas, espalhados por toda a coroa. Floração em latitudes do sul durante uma temporada pode ocorrer nos horários de plantas diversas. Cotinus coggygria em Moscou floresce em meados de junho. Os frutos das plantas amadurecem no final do verão e são drupas secas. 
ORIGEM
China

Fontes:
http://www.saude.ufpr.br/portal/medtrab/wp-content/uploads/sites/25/2016/08/Manual-de-Toxicologia-Cl%C3%ADnica_pdf.pdf
Formatação: Helio Rubiales

segunda-feira, 16 de julho de 2018

FIGUEIRA-BENJAMIM - Ficus benjamina - Planta toxica - 145



Folhagem

FAMILIA
Moraceae

NOME CIENTÍFICO
Ficus benjamina

NOME POPULAR
Ficus, Fico, Fico-chorão, Figueira, Figueira-benjamim

SINONÍMIA

PARTES TOXICAS
Folhas

PRINCIPIO ATIVO
Latex

SINTOMATOLOGIA
Em contato com o latex pode causar dermatite.

TRATAMENTO
Lavar bem o local e medicação sintomática

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
O ficus é uma árvore muito popular, utilizada principalmente na decoração de ambientes internos. Com caule acinzentado, raízes aéreas e ramos pêndulos, ela tem crescimento moderado a rápido e, em condições naturais, chega a 30 metros de altura. Suas folhas são pequenas, brilhantes e perenes, de coloração verde ou variegada de branco ou amarelo. Elas têm formato elíptico com a ponta acuminada e apresentam leves ondulações nas bordas. As flores discretas e brancas não têm valor ornamental. Os frutos pequenos e vermelhos são decorativos e atraem passarinhos. Suas raízes agressivas e superficiais chamam a atenção, e não raramente racham vasos e pavimentos.

ORIGEM
Ásia

Fonte:

http://www.saude.ufpr.br/portal/medtrab/wp-content/uploads/sites/25/2016/08/Manual-de-Toxicologia-Cl%C3%ADnica_pdf.pdf
https://www.jardineiro.net/plantas/ficus-ficus-benjamina.html
Formatação: Helio Rubiales

domingo, 15 de julho de 2018

BOA-NOITE (VINCA) - Catharanthus roseus - Planta toxica - 144




FAMÍLIA
Apocynaceae

NOME CIENTÍFICO
Catharanthus roseus

SINONÍMIA
Ammocallis rosea (Pequeno) Lochnera rosea (Rchb.) Vinca rosea (Basiônimo)

NOME POPULAR
Vinca-de-madagáscar, vinca-de-gato,  vinca, boa-noite, beijo da mulata e maria-sem-vergonha

PARTE TÓXICA
Flor e folhas (seiva)

PRINCÍPIO ATIVO
Alcaloides da vinca :Vincristina, vimblastina , Alcalóides bisindólicos, usados na pesquisa contra a diabetes e cancer
vimblastina Alcaloides da vinca, possível alucinógeno

SINTOMATOLOGIA
 Provável função alucinógena

TRATAMENTO




DESCRIÇÃO BOTÂNICA
De floração anual, esta espécie é perene. Suas flores zigomórficas possuem cinco pétalas, de variadas cores. As folhas são opostas, brilhantes e ovaloides, medindo cerca de 2,5 a nove centímetros de comprimento e um a 3,5 centímetros de largura. Os frutos são pares de folículos de dois a quatro centímetros de comprimento e três milímetros de largura. A vinca-de-madagáscar é uma planta que se adapta muito bem ao calor e a luz solar direta, sendo muito resistente a seca por um período menor de um ano.

ORIGEM
Madagascár

Fonte:
Pt.wikipedia.org
http://www.saude.ufpr.br/portal/medtrab/wp-content/uploads/sites/25/2016/08/Manual-de-Toxicologia-Cl%C3%ADnica_pdf.pdf
Formatação: Helio Rubiales

PALMEIRA-RABO-DE-PEIXE - Caryota mitis - Planta Toxica - 143




FAMÍLIA
Arecaceae

NOME CIENTÍFICO
Caryota mitis

SINONÍMIA
Caryota furfuracea, Caryota griffithii, Caryota javanica, Caryota nana, Caryota propinqua, Caryota sobolifera, Caryota speciosa, Drymophloeus zippellii, Thuessinkia speciosa

NOME POPULAR
Palmeira-rabo-de-peixe, Cariota-de-touceira , Palmeira-rabo-de-peixe-de-touceira

PARTE TÓXICA
Frutos

PRINCÍPIO ATIVO
Oxalato de cálcio

SINTOMATOLOGIA
A polpa dos frutos contêm cristais insolúveis de oxalato de cálcio que podem causar dor forte e edema das membranas mucosas . Oxalatos solúveis podem ser absorvidos para o interior da circulação, onde se precipitam com o cálcio, o que poderá ocasionar hipocalcemia aguda e insuficiência múltipla de órgãos, incluindo necrose tubular renal .

TRATAMENTO

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
A palmeira-rabo-de-peixe é uma espécie ornamental, de estipe solitário ou, mais frequentemente, de múltiplos estipes. Desprovida de palmito, ela atinge cerca de 15 cm de diâmetro e touceiras bem fechadas, de até 10 metros de altura. O que mais caracteriza esse gênero de palmeiras é o formato de seus folíolos, que lembra a cauda dos peixes, o que lhe vale o nome popular. Suas folhas são bipinadas, verde claras, com cerca de 3 metros de comprimento, e folíolos triangulares, profundamente denteados. Floresce consecutivamente, despontando a primeira inflorescência do topo da planta, a partir das axilas foliares, e cada nova inflorescência surge mais abaixo, descendo até chegar próximo ao chão. As inflorescências são do tipo panícula, com flores bissexuais de cor verde a creme. Os frutos que se seguem são globosos, e adquirem a cor vermelha e posteriormente preta, quando maduros. É uma planta monocárpica, crescendo por cerca de 15 anos ou mais, antes de florescer. Ao final do longo período reprodutivo, que pode durar alguns anos ainda, o caule que frutificou morre. No entanto, como se trata de uma palmeira entouceirada, a planta permanece viva, se renovando a cada nova brotação lateral.

ORIGEM
Ásia, Birmânia, Bornéu, China, Filipinas, Java, Malásia, Oceania, Sri Lanka, Tailândia, Vietnã


Fontes:
https://www.jardineiro.net/plantas/palmeira-rabo-de-peixe-caryota-mitis.htmht http://www2.baraodemaua.br/enic_anais/edicoes/2016/trabalhos2016/ENIC-2016-INGRID-MARISE-VIEIRA.pdf
 http://www.saude.ufpr.br/portal/medtrab/wp-content/uploads/sites/25/2016/08/Manual-de-Toxicologia-Cl%C3%ADnica_pdf.pdf
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

sábado, 14 de julho de 2018

RAIZ-DE-SANGUE - Sanguinaria canadensis - Planta Toxica - 142
















FAMÍLIA
Papaveraceae

NOME CIENTÍFICO
Sanguinaria canadensis

SINONÍMIA

NOME POPULAR
Raiz -de-sangue, bloodroot

PARTE TÓXICA
Raiz

PRINCÍPIO ATIVO
Taninos e flavanoides, sanguarine

SINTOMATOLOGIA
Uma quantidade maior pode levar as pessoas ao coma. Recentemente, passaram a usá-la indiscriminadamente como um remédio caseiro para o câncer de pele, mas, obviamente, os resultados foram terríveis. A raiz de sangue contém uma substância química chamada sanguarine, a qual, além de ser uma toxina perigosa, é uma substância escarótica. Os escaróticos matam o tecido e o desfazem como uma gelatina, deixando para trás uma cicatriz preta chamada escara. Em outras palavras, colocar um unguento com essas flores em sua pele faz com que as células da epiderme literalmente se matem. A mesma coisa acontece internamente. O componente interrompe uma enzima que faz o trabalho importante de bombeamento de sódio para fora das células e de potássio para dentro. Quando isso não acontece, todas as funções do corpo param. E o resultado você pode  ser fatal.

TRATAMENTO

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
O bloodroot tem até 30 centímetros de altura e tem um rizoma tuberoso que é de cor marrom escuro fora e dentro vermelho sangue. A planta leva de caules múltiplos, e há claramente folhas serrilhadas alongadas. As flores amarelas são compostas de quatro pétalas e 15 a 20 estames. O fruto é pequeno e parece amalucado. Floresce de junho a agosto. É nativa da Ásia central e do norte da Europa e oeste e é encontrado em lugares ensolarados em prados e em florestas esparsas.
Vulgarmente conhecida como raiz de sangue, a Sanguinaria cresce no leste da América do Norte. Os nativos americanos costumavam utilizá-la como um corante ornamental, mas ela também era usada para induzir abortos.


ORIGEMrma.
Ásia Central e Norte da Europa

FONTES
blog.br/7-principais-beneficios-sanguinaria-canedense-saude http://www.anareyes.com.br/blog/post.php?id=42
Formatação: Helio Rubiales (Falta mais informações)

MASSAROCO - Echium candicans - Planta toxica - 141







FAMÍLIA
Boraginaceae

NOME CIENTÍFICO
Echium candicans

SINONÍMIA
Echium fastuosum, Argyrexias candicans, Echium brachyanthum, Echium truncatum

NOME POPULAR
Orgulho-da-madeira, Massaroco, Soajos, Soagem

PARTE TÓXICA
Folhas

PRINCÍPIO ATIVO
Alcalóide Irrolizidina

SINTOMATOLOGIA
São considerados pirrolizidínicos e hepatotóxico. Considerada venenosa para os animais. Em teoria, também é tóxico para os seres humanos, mas a dose necessária seria enorme. O principal perigo da erva de Santiago é que a toxina pode ter um efeito cumulativo. A toxina não se acumula no fígado, mas ao analisar o produto, pode-se danificar o DNA e gradualmente matar as células causando cirrose hepática

TRATAMENTO

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
O orgulho-da-madeira é uma planta arbustíva, semi-lenhosa e florífera, nativa da Ilha da Madeira, no complexo de ilhas da Macaronésia, e conhecida em diversas regiões do mundo por suas qualidades paisagísticas. Apresenta caule ramificado e híspido (recoberto de pelos duros e espessos), e folhas lanceoladas, acuminadas, ásperas e de cor verde acinzentada, dispostas em roseta em torno dos ramos. Floresce a partir do segundo ano, no final da primavera e verão, despontando longas inflorescências acima da folhagem. A inflorescência é uma espiga densa e com formato cônico a fusiforme. As flores pequenas são de cor azul ou roxa, com longos estames avermelhados. Elas são avidamente visitadas por borboletas e abelhas.

ORIGEM
Ilha da Madeira

https://pt.wikipedia.org/wiki/Massaroco
http://www3.uma.pt/biopolis/planta.php?id=154
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

sexta-feira, 13 de julho de 2018

FUMO BRAVO - Solanum mauritianum - Planta toxica - 140

.



FAMÍLIA
Solanaceae.

NOME CIENTÍFICO
Solanum mauritianum

SINONÍMIA
Solanum auriculatum Aiton heterotípico Solanum tabaccifolium Vell.

NOME POPULAR
Fumo bravo, Jurubeba brava

PARTE TÓXICA
Presente em toda planta, mas mais concentrada nos frutos

PRINCÍPIO ATIVO
Solasodina

SINTOMATOLOGIA
A ingestão do Fumo bravo pode causar diarreia, inflamação do duodeno (parte inicial do intestino delgado), elevação das enzimas hepáticas, gastrite, náuseas, sintomas neurológicos e vômitos em cães e gatos que a ingerirem.

TRATAMENTO
Sintomáticos

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Árvore de pequeno a médio porte, 3 a 6 metros de altura. Folhas 15 cm, tomentosas, face inferior prateada. Flores em formato de estrela, roxa com miolo amarelo, 3 cm. Fruto redondo, macio e verde, 2 a 3 cm, com muitas sementes minúsculas no interior. Trata-se de espécie pioneira e rústica, altamente disseminada pelos pássaros. .

ORIGEM
Brasil



Fontes
https://www.arvores.brasil.nom.br/new/solanumab/index.htm
pt,wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

OENANTHE CROCATA - Oenanthe crocata- Planta toxica - 139









FAMÍLIA
Apiaceae

NOME CIENTÍFICO
Oenanthe crocata

SINONÍMIA

NOME POPULAR
arrabaça, canafreicha, enanto-de-cor-de-açafrão, embude, prego-do-diabo, rabaças ou salsa-dos-rios
Embude. Nabo do diabo. Rabaça ou arrabaça. Salsa-dos-rios. Cana freixa. Acibuta ou aciguta. Prego do diabo. Flôr do vinho (gregos

PARTE TOXICA
Toda a planta

PRINCÍPIO ATIVO
Oenanthotoxina (OETX)S.;
A Oenanthe crocata possui álcoois acetilénicos, a Oenantenol, a Oenantenona e a Oenantotoxina que é extremamente tóxica. Encontram-se em toda a planta mas concentrada nos tubérculos, que libertam um suco amarelo altamente tóxico, com um gosto que não é desagradável. Os ruminantes comem a rama sem que esta lhe provoque qualquer efeito


SINTOMATOLOGIA
Além de ser letal, dependendo da dose, essa planta tem uma propriedade tóxica bastante interessante. O composto assassino, chamado de oenanthotoxina (OETX), relaxa os músculos ao redor dos lábios e força a pessoa intoxicada a sorrir, mesmo quando ela está no meio de convulsões fatais, além de
nervosismo , miose , atonia rumina, timpanismo,  cólicas , tremores,  hipersiália,   dispneia Incoordenação motora , Decúbito lateral com extensão dos membros Convulsões violentas, opistótonus e  Morte .
De acordo com os registros históricos, a planta era usada na Grécia desde o século VIII a.C., quando Homero cunhou o termo "sorriso irônico" para descrever o sorriso macabro adornando os rostos das vítimas desse veneno.

TRATAMENTO
Pentobarbital sódico (controlo das convulsões). Vitamina B (protecção do sistema nervoso). Dexametasona. Betaina, arginina, ornitina, sorbitol (ornipural®). Analépticos cárdio-respiratórios

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Folha semelhante à salsa. Tubérculo comprido e largo. Flores brancas rosadas. Habita em lugares húmidos: Bordas de rios, ribeiros e valas. Comum em: Portugal, Espanha, França, Reino unido e Marrocos. Pode estar ausente ou presente em herdades confinantes. :

ORIGEM
Europa O|cidental


Fontes

 http://www.anareyes.com.br/blog/post.php?id=42https://
www.clinicavetstoonofre.com/news/mortes-subitas-numa-vacada-oenanthe-crocata/
Formatação: Helio Rubiales


ROSA-DO-DESERTO - Adenium obesum - Planta Toxica - 138

















FAMÍLIA
Apocynaceae

NOME CIENTÍFICO
Adenium obesum

SINONÍMIA
Adenium coetaneum. Apocynaceae

NOME POPULAR
Rosa-do-deserto, Adenium, Lírio-impala, sabi-star, kudu, mock-azalea, impala-lily, desert-rose.

PARTE TÓXICA
Toda a planta

PRINCÍPIO ATIVO
Alcaloide ouabaína

SINTOMATOLOGIA
A ingestão da planta pode provocar  insuficiência respiratória quase imediata em doses elevadas.
Obs.: O produto resultante da fervura da planta era usado por tribos africanas para matar animais de grande porte.

TRATAMENTO

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
A rosa-do-deserto é uma planta herbácea, suculenta, de aspecto escultural e floração exuberante. Seu caule é engrossado na base, uma adaptação para guardar água e nutrientes em locais áridos. Alcança de 1 a 3 metros de altura se deixada crescer livremente. Apresenta folhas dispostas em espiral e agrupadas nas pontas dos ramos. Elas são inteiras, coriáceas, simples, de forma elíptica a espatulada, verdes e com nervura central de cor creme. Raríssimas variedades apresentam variegações, com folhas creme, salpicadas de verde

ORIGEM
Africa e Oriente Médio

Fontes:

https://www.jardineiro.net/plantas/rosa-do-deserto-adenium-obesum.html http://www.meucantinhoverde.com/2012/01/rosa-do-deserto-adenium-obesum.html http://www.anareyes.com.br/blog/post.php?id=42
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

quinta-feira, 12 de julho de 2018

CERBERA ADOLLAM - Cerbera adollan - Planta Venenosa - 137




NÍVEL DE TOXICIDADE = 1





FAMÍLIA
Apocynaceae
NOME CIENTÍFICO
Cerbera odollam
SINONÍMIA
NOME POPULAR
Cerbera odollam é conhecido por vários nomes vernaculares, dependendo da região. Estes incluem othalam (ഒതളം) na língua malaiala usada em Kerala, na Índia; kattu arali (காட்டரளி) no estado adjacente de Tamil Nadu; famentana , kisopo , samanta ou tangena em Madagascar; e pong-pong , buta-buta , bintaro ou nyan no sudeste da Ásia.  No Sri Lanka , é conhecido como "ගොන් කදුරු" ("gon kaduru") em cingalês . Árvore assassina.

PARTE TÓXICA
Sementes
PRINCÍPIO ATIVO
Os grãos de C. odollam contêm cerberina , uma cardenolida do tipo digoxina e uma toxina glicosídica cardíaca que bloqueia os canais iônicos de cálcio no músculo cardíaco , causando a interrupção do batimento cardíaco, na maioria das vezes fatalmente.

SINTOMATOLOGIA
Os sinais comum da toxicidade nos seres humanos foram notados:  as anormalidades eletrocardiográficas foram notadas como comuns, sendo as mais comuns a bradicardia sinusal. Cerca de metade dos pacientes desenvolve trombocitopenia. A estimulação cardíaca temporária tem sido usada no tratamento, além de outras medidas de suporte.  A dificuldade em detetar cerberin em autópsias e a capacidade de temperos fortes para mascarar seu gosto o torna um agente de homicídio e suicídio na Índia ; houve mais de 500 casos de envenenamento fatal por Cerbera entre 1989 e 1999 no estado de Kerala, no sudoeste da Índia . Uma dose fatal do veneno está contida em um núcleo, levando à morte dentro de 1 a 2 dias. Sintomas comuns incluem: sensação de queimação na boca, expurgação, vômito violento, respiração irregular, dor de cabeça, arritmia cardíaca coma e eventual morte
TRATAMENTO

DESCRIÇÃO ,BOTÂNICA
Cerbera odollam tem uma grande semelhança com oleander , outra planta altamente tóxica da mesma família. Seus ramos são giratórios sobre o tronco, e suas folhas estão lotadas, com bases afiladas, ápices acuminados e margens inteiras. A planta como um todo produz um látex branco leitoso. Seu fruto, quando ainda verde, parece uma pequena manga , com uma concha fibrosa verde envolvendo um núcleo ovoide medindo aproximadamente 2 cm x 1,5 cm e consistindo de duas metades carnudas brancas cruzadas. Na exposição ao ar, o núcleo branco fica violeta, depois cinza escuro e, finalmente, marrom ou preto.


ORIGEM
India e Sul da Ásia
Fontes:
 https://en.wikipedia.org/wiki/Cerbera_odollam
Formatação: Helio Rubiales

VERATRUM - Veratrum spp - Planta Toxica- 137
















FAMÍLIA
Melianthaceae
NOME CIENTÍFICO
Veratrum spp
SINONÍMIA
Melanthium J.Clayton ex L. Helleborus Gueldenst. 1791, homônimo ilegítimo não L. 1753 ( Ranunculaceae ) Leimanthium Willd. Anepsa Raf. Evonyxis Raf. Acelidanthus Trautv. ; CAMey.
NOME POPULAR
PARTE DA PLANTA
Todas as partes
PRINCÍPIO ATIVO
Alcaloides esteroides altamente tóxicos  como por exemplo, veratridina
SINTOMAS
Altamente toxico esses alcaloides  ativam os canais iônicos de sódio e causam insuficiência cardíaca rápida e morte se ingeridos.  Todas as partes da planta são venenosas, com a raiz e os rizomas sendo os mais venenosos.  Os sintomas geralmente ocorrem entre 30 minutos e 4 horas após a ingestão e incluem náuseas e vômitos , dor abdominal, dormência, dor de cabeça , sudorese , fraqueza muscular, bradicardia , hipotensão , arritmia cardíaca e convulsões] As toxinas são produzidas apenas durante o crescimento ativo. Nos meses de inverno, a planta degrada e metaboliza a maioria de seus alcaloides tóxicos. Os nativos americanos colheram as raízes para fins medicinais durante esse período inativo.
TRATAMENTO
O tratamento para envenenamento inclui descontaminação gastrointestinal com carvão ativado seguido por tratamento de suporte, incluindo antieméticos para náuseas e vômitos persistentes, juntamente com atropina para tratamento de bradicardia e reposição de fluidos e vasopressores para o tratamento da hipotensão.

Morfollogia
DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Veratrum são perenes herbáceas vigorosas com rizomas negros altamente venenosos e panículas de flores brancas ou marrons em caules eretos.  Em inglês eles são conhecidos como falsos hellebores e corn lilies . O veratrum não está intimamente relacionado aos heléboros , nem se assemelha a eles.

ORIGEM
Europa, Asia e América do Norte

Fontes
https://en.wikipedia.org/wiki/Veratrum
http://www.saude.ufpr.br/portal/medtrab/wp-content/uploads/sites/25/2016/08/Manual-de-Toxicologia-Cl%C3%ADnica_pdf.pdf
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

SENÉCIO - Jacobaea vulgaris - Planta toxica - 135






FAMÍLIA
Asteraceae
NOME CIENTÍFICO
Jacobaea vulgaris
SINONÍMIA
Jacobaea vulgaris subsp. vulgar Jacobaea vulgaris var. vulgar Senecio flosculosus Jord. Senecio foliosus Salzm. ex DC Senecio jacobaea L. Senecio jacobaea var. jacobaea Senecio jacobaea subsp. jacobaea Senecio jacobaeoides Willk. Senecio nemorosus Jord. Senecio praealtus subsp. foliosus (DC.) Cout.
NOME POPULAR
Erva-de-Santiago, capim cana, capim de Santiago, senécio
PARTE TÓXICA
PRINCÍPIO ATIVO
Os alcalóides que foram encontrados na planta são acetilerucifolina , (Z) -erucifolina , (E) -erucifolina , 21-hidroxintegerrimina , integerrimina , jacolina , jaconina , jacobina , jacozina , rielina , retrorsina , senecivernina , senecionina , senecifilina , spartioidina , e usaramina
SINTOMATOLOGIA
São considerados pirrolizidínicos e hepatotóxico.
Considerada venenosa  para os animais. Em teoria, também é tóxico para os seres humanos, mas a dose necessária seria enorme.
O principal perigo da erva de Santiago é que a toxina pode ter um efeito cumulativo. A toxina não se acumula no fígado, mas ao analisar o produto, pode-se danificar o DNA e gradualmente matar as células causando cirrose hepática

TRATAMENTO

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
É uma planta herbácea bienal ou perene. Os brotos são eretos, retos, têm alguns pêlos e atingem uma altura de 0,3 a 2 metros. As folhas são lobadas pinnately e o lobo final é maçante. Em Inglês, tem muitos nomes que incluem a palavra "fede" ( peido ), é devido ao cheiro desagradável de suas folhas. As flores são cabeças hermafroditas com um diâmetro de 1,5 a 2,5 centímetros, encimadas e aparecem em aglomerados densos, as florzinhas (pétalas falsas) são amarelas brilhantes. Tem um longo período de floração que vai de junho a novembro. A polinização é realizada por uma ampla variedade de abelhas , moscas , mariposas e borboletas . Em uma estação, uma planta pode produzir de 2000 a 2500 flores amarelas em 20 a 60 cabeças, com corimbos planos. Com estes números, as quantidades de sementes que podem ser produzidas podem ser tão grandes quanto 75.000 a 200.000, embora em suas espécies nativas na Eurásia, muito poucas delas dariam origem a novas plantas e pesquisas mostraram que as sementes não viajam muito. distância da planta-mãe.

ORIGEM
Eurásia

Fontes:
https://es.wikipedia.org/wiki/Jacobaea_vulgaris
http://www.saude.ufpr.br/portal/medtrab/wp-content/uploads/sites/25/2016/08/Manual-de-Toxicologia-Cl%C3%ADnica_pdf.pdf
http://www.anareyes.com.br/blog/post.php?id=42
Formatação : Helio Rubiales

quarta-feira, 11 de julho de 2018

CHÁ-DE-MÓRMON - Ephedra viridis Coville- Planta toxica - 134



FAMÍLIA
Ephedraceae

NOME CIENTÍFICO
Ephedra viridis Coville

SINONÍMIA
Ephedra nevadensis var. viridis (Coville) M.E.Jones

NOME POPULAR
Chá-de-Mórmon

PARTE TÓXICA
Caule, fruto e sementes

PRINCÍPIO ATIVO
Alcaloide Efredina

SINTOMridis CovilleATOLOGIA
Estudos confirmam que a efedrina tem efeito semelhante a adrenalina: estimula o sistema nervoso simpático (SNS), eleva a pressão arterial e os batimentos cardíacos. É menos potente que a adrenalina mas o efeito é mais prolongado e exerce sua ação quando administrado por via oral, enquanto a adrenalina só é eficaz por injeção.

TRATAMENTO

DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Planta arbustiva com folhas escamiformes opostas ou verticiladas, caule verde muito ramificado. Planta dioica, raramente monoica, 1 a 8 microsporângios sésseis ou pedunculados reunidos em estróbilos espiciformes ou globoides. 1 a 3 megaesporângios protegidos por numerosos pares de brácteas, sendo os pares inferiores estéreis. Há uma espécie que ocorre espontaneamente no Estado do Rio Grande do Sul.
Obs.
Efedra é conhecida nos EUA como "chá dos mórmons" (mormon tea) devido a sua popularidade entre os mórmons, que a utilizam como uma bebida energética no lugar da cafeína, não permitida pela religião.

ORIGEM
Efedra é um arbusto nativo da Califórnia (EUA), estende-se ao oeste da América do Norte.

Fontes:
http://www.ppmac.org/content/efedra
http://www.saude.ufpr.br/portal/medtrab/wp-content/uploads/sites/25/2016/08/Manual-de-Toxicologia-Cl%C3%ADnica_pdf.pdf  (pag.362)
Formatação: Helio Rubiales